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domingo, 14 de fevereiro de 2016

São Valentim




                    “Amei-te e por te amar
                      Só a ti eu não via…
                      Eras o céu e o mar,
                      Eras a noite e o dia…
                      Só quando te perdi
                      É que eu te conheci…”
                      Fernando Pessoa




“Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.”
Camões

“Amo-te muito, meu amor, e tanto
que, ao ter-te, amo-te mais, e mais ainda
depois de ter-te, meu amor. Não finda
com o próprio amor o amor do teu encanto.”
Jorge de Sena

“Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo”
Mia Couto

“Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!”
Florbela Espanca

“Este inferno de amar – como eu amo!
Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é vida – e que a vida destrói.
Como é que se veio atear,
Quando – ai se há-de ela apagar?”
Almeida Garrett








terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Azul - Partilha de Textos


                                Poema Azul


                             No azul-escuro do mar
                             as nuvens claras
                             onde só um pássaro
                             consegue voar.

                             O azul-escuro
                             cheio de solidão
                             entre as lágrimas da tristeza
                             sem perdão.

     
                             Borboleta azul-escura
                             voa e entra no mar
                             sem pensar
                             que ele é tão profundo.


                             O azul-escuro do mar
                             escuro de sofrimento
                             é a tristeza e solidão
                             que mexe por dentro.

                                               Tatiana  7ºD
                                                                                                                                                    

Conversa em Tom de Azul

Era uma vez o Amarelo e o Verde, eram os melhores amigos um do outro.
  O que é a questão do Azul-escuro? - perguntou o Amarelo.
  Sei que é a cor do oceano, do céu à noite, de algumas flores, e até mesmo da felicidade respondeu o Verde.
  Da felicidade? - perguntou o Amarelo, admirado.
  Sim, porque o Azul-escuro  nos faz alegres.
  Ah, já estou a perceber...
  Isto tudo que eu te expliquei é só uma questão de azul. - disse o Verde.
  Obrigado. Então, adeus.
  Adeus.
                                                                       Jorge Clemente
                                                                                      6ºD 

                                                                         Prof:  Arminda  Marques
                                                                                                                    

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Natal é ...


Natal é…
Amizade,
Amor partilhado,
Sorrisos no rosto,
Doces,
Prendas recebidas,
Alegria,
Enfeites coloridos.

Natal é…
Momentos de família,
Trocas de carinho.

Natal é…
O desejo de um mundo melhor!

Natal é…
Ter esperança,
Alegria de viver,
Fazer a família sorrir

Natal é….
Renascer!

 Ingrid Mateu (8º 3ª)

É dia de Natal
Em que faz muito frio,
Mas não faz mal
Não me causa arrepio.

Na noite de Natal estamos alegres
Porque recebemos presentes
E saltamos como lebres;
Ficamos nos nossos lares aconchegados.

Na ceia de Natal convivemos,
Divertimo-nos em família,
Ninguém nos “chateia”
E estamos em harmonia.

Dia em que recebo presentes,
Que me faz feliz.
Também vejo pessoas contentes,
Somente às 10 adormeço.

Autores: Giovani e mãe



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

18 de novembro: "Onda Pina - A Poesia em Movimento"


O Museu Nacional da Imprensa está a preparar várias iniciativas para assinalar o 71.º aniversário do nascimento (18.nov.1943) do jornalista e escritor Manuel António Pina, Prémio Camões 2011.
Falecido em 2012, Manuel António Pina deixou uma obra singular, no campo da poesia, da crónica, da literatura infanto-juvenil e do teatro.
Neste contexto, as escolas vão associar-se a iniciativa “ONDA PINA - A POESIA em MOVIMENTO”.

Pretende-se que, na escola, sejam lidos poemas de Manuel António Pina, em algum momento do dia 18 de novembro. Poderão também ser desenvolvidas outras atividades, que tenham por base a vida/ obra do autor.

" O que nos leva a escrever é o desejo de ser amados"

             A Pura Luz Pensante
              
Tudo é tudo ou quase tudo
e nada é a mesma coisa.
Na realidade são tudo coisas indiferentes.
(Imagens...Imagens...Imagens...)

É este o caminho da Inocência?Exis-
te tudo e a aparência de tudo.(Imagens...)
Totalmente tolerante é
a matéria metafórica da infância.

Tenho que tornar a fazer tudo,
a emoção é um fruto fútil,a pura luz
pensando dos dois lados da Literatura.
Aqui estão as palavras,metei o focinho nelas!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Semana da Leitura 2014 na ESFN


“Qual a cor da liberdade?
E verde, verde e vermelha.

Saem tanques para a rua,
sai o povo logo atrás:
estala enfim altiva e nua,
com força que não recua,
a verdade mais veraz.”
                                  Jorge de Sena





Veja aqui os resultados.

Freedom is a must

It shall come to past
We need freedom
The philosophy for this kingdom
For freedom is love
Freedom is the truth”
                   Matt Ancient


 "Et par le pouvoir d’un mot
Je recommence ma vie
Je suis né pour te connaître
Pour te nommer
Liberté. "
                    Paul Éluard
       


















sexta-feira, 21 de março de 2014

Poesia é ... 10º2

Poesia é ...

Falar mais alto!
Uma arte sentimental
A arte que nos faz pensar
Uma forma de arte que inspira e encanta
Magia, harmonia e expressão
Tudo aquilo que nos vai no coração
Ver para além do óbvio
Ter destreza no coração
Sentimento
Como o preto no branco

Poesia é…

Ver o mundo de uma forma diferente
A rima da vida e a rima do desabafo
A música da vida
Risco
Admirar tudo o que nos rodeia
Ter força para enfrentar a banalidade
...


21 de março - Dia Mundial da Poesia, Dia da Árvore

Uma lágrima cai no meu rosto
Ao saber que não estarei contigo
Tão grande é o meu desgosto
Serei apenas um amigo?

Todas as noites sonho contigo
Todas as manhãs penso em ti
Será este o meu castigo
Por não cumprir aquilo que prometi?

Por vezes digo que não te quero
Mas depois ao adormecer
Tenho por meu desespero
Medo de nunca mais te ver.

A lágrima que cai no teu rosto
Do teu olhar
Tem meu ombro de encosto
Para poderes desabafar.

Essa tua pele...
Esse teu olhar cor de mel...
E esse teu cabelo?
Juro, nunca vi nada mais belo.

Amo-te
Como nunca amei ninguém
Só tenho pena
Que sejas de outro alguém.

Apaixonado por ti?
Sim!
Igual nunca senti.
E tu sentes o mesmo por mim?

Pedro 12ºano



sexta-feira, 7 de março de 2014

O dia triunfal de Fernando Pessoa reúne 50 especialistas em Lisboa


"Ode Triunfal, constituída por 240 versos em estilo livre, assinala o "nascimento" de Álvaro de Campos, como conta Pessoa numa carta ao escritor Adolfo Casais Monteiro. Terá sido elaborada em Londres, em 1914, "num jacto e à máquina de escrever, sem interrupções nem emenda", como escreveu Pessoa, na carta dirigida a Casais Monteiro sobre a origem dos heterónimos, e publicada no primeiro número da revista Orpheu, em 1915, órgão oficial do movimento modernista português."
Leia o resto da notícia do Público.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

800 anos de Poesia Portuguesa de Amor

A equipa da BE partilha com todos os seus seguidores "800 anos de Poesia Portuguesa", uma forma de celebrar o amor, a poesia e a nossa língua.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Conhecer Lisboa Em Pessoa - 12º1ª

Este livro digital pretende divulgar a "Lisboa de Pessoa”, através das fotografias dos alunos e das professoras e do roteiro proposto pelo grupo de alunos organizadores (Cátia Miranda, Rita Mateus, Maurício Antunes e Miguel Diogo).

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Fernando Namora (15 de abril 1919 - 31 de janeiro 1989)

                  Intimidade
Fernando Namora
Que ninguém hoje me diga nada.
Que ninguém venha abrir a minha mágoa,
esta dor sem nome
que eu desconheço donde vem
e o que me diz.
É mágoa.
Talvez seja um começo de amor.
Talvez, de novo, a dor e a euforia de ter vindo ao mundo.
Pode ser tudo isso, ou nada disso.
Mas não o afirmo. As palavras viriam revelar-me tudo.
E eu prefiro esta angústia de não saber de quê.
      In Mar dos Sargaços

domingo, 19 de janeiro de 2014

Eugénio de Andrade (19/01/1923 - 13/06/2005)

O sal da Língua

Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar,
para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Ary Dos Santos - um poeta sempre atual

"Ele tinha as palavras do povo e a capacidade pronta de improvisar", disse numa entrevista o guitarrista José Fontes Rocha, falecido há cerca de três anos."
José Carlos Pereira Ary dos Santos faleceu aos 46 anos, no dia 18 de Janeiro de 1984, passam 30 anos no próximo sábado. Por quatro vezes venceu o Festival RTP da Canção, um dos certames de maior popularidade nas décadas de 1960 e 1970, com as canções "Desfolhada", por Simone de Oliveira, em 1969, "Menina do alto da serra", por Tonicha, em 1971, "Tourada", por Fernando Tordo, em 1973, e "Portugal no coração", pelo grupo Os Amigos, em 1977. Deste grupo, entre outros, faziam parte Ana Bola, Luísa Basto, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho e Fernando Piçarra."
Leiam o artigo do jornal Sol


sábado, 11 de janeiro de 2014

Manuel Alegre : Eusébio

No seu blog, no dia 6 de janeiro, Manuel Alegre homenageia Eusébio com o seu poema: 

Havia nele a máxima tensão
Como um clássico ordenava a própria força
Sabia a contenção e era explosão
Não era só instinto era ciência
Magia e teoria já só prática
Havia nele a arte e a inteligência
Do puro e sua matemática
Buscava o golo mais que golo – só palavra
Abstracção ponto no espaço teorema
Despido do supérfluo rematava
E então não era golo – era poema.

Oiçam o poema sobre Eusébio na voz de Fernando Alves e sonorização de Herlander Rui, na TSF.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Manuel António Pina

Regresso devagar ao teu 
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que 
não é nada comigo. Distraído percorro 
o caminho familiar da saudade, 
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar 
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa, compro um livro, entro no 
amor como em casa.

in "Ainda não é o fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"