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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
Um olhar sobre Fernando Namora
Para assinalar o Centenário do
autor, o Agrupamento de Escolas Fernando Namora está a
desenvolver várias atividades, nas modalidades de Expressão Plástica e de
Expressão Literária, para participar no concurso “Um olhar sobre Fernando
Namora”, integrado nas Comemorações promovidas pela Câmara Municipal de
Condeixa, em articulação com a Casa Museu Fernando Namora e o Agrupamento de
Escolas de Condeixa. Este concurso é destinado aos alunos das escolas que
se associam à efeméride.
Os trabalhos produzidos neste âmbito serão divulgados na
Semana da Leitura da ESFN/SMBA que decorrerá de 11 a 15 de
março.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Literacia 3Di - Fase Distrital
Concurso Nacional de Leitura - Fase Concelhia
Os vencedores do Concurso Nacional de Leitura, fase Escola, que representarão o
Agrupamento na Fase Concelhia, dia 8 de fevereiro, na Biblioteca Municipal da
Amadora, são:
1ºciclo : Maria Afonso 3º ano e Gonçalo Fernandes
4ºano, EB1/JI da Brandoa;
2º ciclo: Joana Almeida 5ºC e Samira Azevedo 6ºD;
3º ciclo: Liliana Gomes 7ºC (SMBA) e Rafael
Albano 9º5 (ESFN);
Secundário: Diana Luz 10º3 e Sofia Morais 12º2.
As obras a concurso são:
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| 1º ciclo |
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| 2º ciclo |
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Poesia à solta na ESFN
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| Maternidade Almada Negreiros |
Desculpa Mãe,
Por não ser tão forte
Como me ensinaste.
Desculpa,
Pelos medos vivo, que não dispersei
Pela voz errante, com que não gritei
Por todos os dias em que não rezei.
Desculpa, mãe,
Pelos poemas que não te escrevi
Pelas metáforas em que me iludi
Por velhas histórias em que me perdi.
Desculpa, esta paixão errada,
Pela solidão que alimentei em mim.
Desculpa o choro,
Desculpa a mágoa,
Desculpa Mãe,
Por não ter mais coragem
De lutar por mim
E ter sido o cais de todas as partidas.
Desculpa Mãe,
Se não fui tão pura como me sonhaste
Se não fui tão doce como me ensinaste
Desculpa a raiva,
Desculpa, Mãe
O voo incerto em que me escondi
Desculpa a dor,
No teu olhar cansado
O medo, o destino que não impedi.
Desculpa as mãos, Mãe,
Desculpa as mãos
Sempre tão abertas errando o momento...
Mãe, desculpa agora
Aqui, no momento certo.
Desculpa se não sou perfeita
E te desiludi!
Telma Nogueira
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Nôs Terra - Todos iguais
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| Trabalho alunos 2º ciclo |
No dia 10 de dezembro, dia Internacional dos Direitos Humanos e
celebração dos 70 anos da mesma declaração, realizou-se, no Fórum Luís de
Camões, a performance teatral “Nôs Terra”, dinamizada pela Associações de Pais
em colaboração com a escola Básica 2/3 Sophia de Mello Breyner Andresen
(alunos, professores, direção e biblioteca escolar) e com a direção artistica de Ana Kerley.
Esta performance teve como tema a inclusão, valorizando a origem
e a cultura de todos os alunos do Agrupamento. No primeiro momento, os alunos
da Turma H do 7.º ano, usando os trajes tradicionais dos respetivos países,
leram na sua língua (português, crioulo de Cabo Verde, Fula, língua de uma
etnia da Guiné- Bissau, francês – Guiné - Conakri, romeno, hindi, nepalês) o 1.º
artigo da Declaração dos Direitos Humanos.
Mais tarde, Ana Kerley e um grupo de alunos representaram uma
adaptação de um conto do livro Stória
Stória de Helena Centeio.
Nesta iniciativa, participaram também a Associação Cultural “Moinhos
da Juventude”, a contadora de Histórias Paula Afonso e, na última sessão, uma
cantora e um músico que brindaram o público com música cabo-verdiana.
Foi um dia para relembrar que “Todos os seres humanos nascem
livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência,
devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. “
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| Alunos do 7ºH |
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| Ana Kerley atuando - Stória Stória |
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| Paula Afonso |
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| Trabalhos PCA |
“Todos os seres humanos nascem
livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência,
devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. “
domingo, 9 de dezembro de 2018
Carta ao aluno que não lê "Os Maias" Visão
O escritor Afonso Reis Cabral, trineto
de Eça de Queirós, escreveu para a VISÃO uma carta aos estudantes sobre o
"calhamaço" publicado há 130 anos e ensinado nas nossas escolas.
"Vês como respira? Como precisa de ti para sobreviver?"
O calhamaço que te obrigam a ler na escola está velho. Foi escrito há 130
anos (imagina a tua vida multiplicada por oito), é pois natural que te pareça
demasiado pesado, um cadáver de papel do qual queres livrar-te o mais
rapidamente possível. Mas atenção, tem calma. Pega-lhe com cuidado, sopesa-o na
palma da mão como o telemóvel do qual dependes.
Vês como respira? Como precisa de ti para sobreviver?
Eu sei: a obrigação pesa. Só o facto de te meterem o livro à frente, de o
analisarem contigo; pior, de o limitarem àquele tipo de estudo muito vazio que
visa o exame, só isso já te estraga a vontade. A mim também estragou. Mas
repara: o Eça não tem culpa de o submeterem à burocracia do ensino, de o terem
posto nessa camisa de forças, e de te obrigarem a ti, que tens mais que fazer,
a acatar ordens. Pensa que ele não escreveu para ti. Quer dizer, para te
estragar a vida. Muito pelo contrário.
Afonso Reis Cabral
In Visão, 06-12-2018
Lê o resto do artigo na Visão
Afonso Reis Cabral ganhou o Prémio Leya em 2014 com o livro O Meu Irmão. Em
2018 editou o seu segundo romance: Pão de Açúcar
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