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quarta-feira, 6 de julho de 2022

O Lagarto - Centenário de José Saramago

O Lagarto foi a obra escolhida para celebrar o Centenário de José Saramago nas turmas do 5.º e 6.º ano. Foi desenvolvido um trabalho multidisciplinar que juntou Educação Visual, Português, Ciências Naturais, HGP, TIC, Educação Musical. Apresentamos algumas fotografias da Instalação final e dos desenhos produzidos em Educação Visual. Convidámo-los a visitar a exposição virtual na aplicação artsteps.

Ouçam ainda a história contada maravilhosamente por Adriana Calcanhoto.










quinta-feira, 28 de maio de 2020

Quizzes de Literatura


O PNL2027 lançou em março a publicação semanal de sobre livros e autores de obras PNL2027, no Instagram do PNL2027.
Estes desafios são publicados na Stories do Instagram e do Facebook do PNL2027 e podem posteriormente ser consultados nos destaques.
Apresentamos aqui 2 quizzes:

Vejam outros quizzes aqui

Experimente também, até 31 de maio, outros quizzes retirados da ferramenta digital Kahoot.






segunda-feira, 25 de maio de 2020

Autores portugueses


Este Flipboard (agregador de conteúdo), produzido pela Rede de Bibliotecas Escolares, apresenta  autores de língua portuguesa e não só.


Maria Velho da Costa

Prémio Camões 2002, Maria Velho da Costa (n. 1938) é uma escritora portuguesa, licenciada em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa e com o curso de Grupo-Análise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria.
[…]
Destacando-se, em 1969, com o romance "Maina Mendes", tornou-se mais conhecida depois da polémica em torno das "Novas Cartas Portuguesas" (1972), obra em que se manifesta uma aberta oposição aos valores femininos tradicionais. Esta publicação claramente antifascista e altamente provocatória para o regime, levou as suas três autoras a tribunal, tendo o 25 de Abril interrompido as sanções a que estavam sujeitas as denominadas Três Marias: Maria Velho da Costa, Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno.

A escrita de Maria Velho da Costa situa-se numa linha de experimentalismo linguístico que viria a renovar a literatura portuguesa nos anos 60.
É autora, entre outras obras, de "O Lugar Comum" (1966), "Maina Mendes" (1969), "Novas Cartas Portuguesas" (1972), escrito a três mãos, "Casas Pardas" (1977), "Lucialima" (1983), "Missa in Albis" (1988), "Dores" (1994), a peça de teatro "Madame", a partir de Eça de Queirós e Machado de Assis, um êxito retumbante de palco, interpretado por Eunice Muñoz e Eva Wilma, "Irene ou o Contrato Social" (2000), "O Livro do Meio - com Armindo Silva Carvalho (2006), "Myra" (2008) e "O Amante do Crato" (2012).
Maria Velho da Costa foi premiada entre outras distinções, com o Prémio Cidade de Lisboa, pelo romance "Casa Pardas", com o Prémio D. Dinis, por "Lucialima" e com o Prémio de Novela e Romance da APE, pelo romance "Irene ou o Contrato Social".
Em 1997 foi-lhe atribuído o Prémio Vergílio Ferreira pelo conjunto da sua obra. Em 2002 foi distinguida com o Prémio Camões.

Ler Mais Ler Melhor Livro da vida de Inês Pedrosa, Novas Cartas Portuguesas

Mário Viegas diz "Mulheres e Revolução" de Mª Velha da Costa


sexta-feira, 5 de julho de 2019

Leituras partilhadas

Gostei deste livro porque é muito bem escrito, um livro que apetece continuar a ler; porque fala de uma época que me toca muito – o Holocausto. Continuo sem perceber como é que tanta atrocidade aconteceu, como foi possível acontecer. É um livro de ficção, mas nota-se que o autor está muito bem informado e traz outros conhecimentos sobre esta época.
Nesta obra, vamos acompanhar 2 personagens Sarah Gross e Kimberly mas é Sarah Gross a personagem central, personagem misteriosa, cuja vida e personalidade vamos descobrir, lembrando o seu passado em vários momentos, antes e durante a 2ª Guerra Mundial, na Polónia.

Sinopse
Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.



domingo, 9 de dezembro de 2018

Carta ao aluno que não lê "Os Maias" Visão


O escritor Afonso Reis Cabral, trineto de Eça de Queirós, escreveu para a VISÃO uma carta aos estudantes sobre o "calhamaço" publicado há 130 anos e ensinado nas nossas escolas. "Vês como respira? Como precisa de ti para sobreviver?"

O calhamaço que te obrigam a ler na escola está velho. Foi escrito há 130 anos (imagina a tua vida multiplicada por oito), é pois natural que te pareça demasiado pesado, um cadáver de papel do qual queres livrar-te o mais rapidamente possível. Mas atenção, tem calma. Pega-lhe com cuidado, sopesa-o na palma da mão como o telemóvel do qual dependes.

Vês como respira? Como precisa de ti para sobreviver?

Eu sei: a obrigação pesa. Só o facto de te meterem o livro à frente, de o analisarem contigo; pior, de o limitarem àquele tipo de estudo muito vazio que visa o exame, só isso já te estraga a vontade. A mim também estragou. Mas repara: o Eça não tem culpa de o submeterem à burocracia do ensino, de o terem posto nessa camisa de forças, e de te obrigarem a ti, que tens mais que fazer, a acatar ordens. Pensa que ele não escreveu para ti. Quer dizer, para te estragar a vida. Muito pelo contrário.
Afonso Reis Cabral

In Visão, 06-12-2018
Lê o resto do artigo na Visão


Afonso Reis Cabral ganhou o Prémio Leya em 2014 com o livro O Meu Irmão. Em 2018 editou o seu segundo romance: Pão de Açúcar

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Manuel Alegre vence Prémio Camões 2017


O escritor português Manuel Alegre é o vencedor do Prémio Camões 2017, foi anunciado esta quinta-feira na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, após reunião do júri.

Este prémio é o reconhecimento a uma obra "longa, exaustiva e rica" de Manuel Alegre como ensaísta, mas sobretudo como um "grande poeta" que marcou várias fases da vida nacional e que projectou de forma "inexcedível" a língua portuguesa.

Veja a notícia do sapo.pt

O Prémio Camões de Literatura foi instituído em 1988 com o objetivo de consagrar um autor de língua portuguesa que, pelo conjunto de sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural de nossa língua comum.


As mãos

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

O Canto e as Armas

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

DICIONÁRIO DE PERSONAGENS DA FICÇÃO PORTUGUESA



EGA, JOÃO DA  (JOSÉ MARIA EÇA DE QUEIRÓSOS MAIAS)
          Personagem com grande relevância na ação d’Os Maias, João da Ega participa nos mais destacados episódios da história relatada, em dois planos: no plano da ação social, João da Ega aparece no tempo em que Carlos da Maia vive em Lisboa, no período de 1875-1877, remontando a sua relação de amizade com o protagonista aos tempos estudantis de Coimbra; no plano da intriga, Ega pertence ao restrito número de personagens que conhecem de perto a ligação amorosa de Carlos com Maria Eduarda e o incesto que vem a ser revelado…

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Mário de Sá-Carneiro online

“Mário de Sá-Carneiro online”: um site para divulgar a obra do poeta além-fronteiras.
As dezenas de cartas e postais que o poeta enviou a Fernando Pessoa entre 1912 e 1916, o ano em que morreu, estão agora disponíveis para consulta através do site "Mário de Sá-Carneiro online".
In Observador.pt  

O amor

MOTE

Amor é chama que mata,
Sorriso que desfalece,
Madeixa que desata,
Perfume que esvaece.

                    (popular)

GLOSAS

Amor é chama que mata,
Dizem todos com razão,
É mal do coração
E com ele se endoidece.
O amor é um sorriso
Sorriso que desfalece.

Madeixa que se desata
Denominam-no também.
O amor não é um bem:
Quem ama sempre padece.
O amor é um perfume
Perfume que se esvaece.

                  Mário de Sá-Carneiro