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quinta-feira, 30 de abril de 2026

25 de abril de 2026

As bibliotecas assinalaram mais uma comemoração da "Revolução dos Cravos" com a partilha de textos, livros, vídeos e músicas alusivos a esta data marcante da história de Portugal. Os alunos destacaram palavras e valores que associam ao 25 de Abril, como liberdade, democracia, igualdade,  esperança, refletindo sobre a importância desta conquista para o país.




sexta-feira, 25 de abril de 2025

25 de abril 2025

 Nas bibliotecas do Agrupamento, podes requisitar estes livros.


É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.

Manuel Alegre

Só há liberdade a sério quando houver 
A paz, o pão 
habitação 
saúde, educação 
Só há liberdade a sério quando houver 
Liberdade de mudar e decidir 
quando pertencer ao povo o que o povo produzir 

 Sérgio Godinho

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Contar e cantar Abril - Francisco Fanhais

 


No passado dia 31 de maio, integrado no projeto Contar abril, esteve na nossa escola (ESFN) o cantor, por alguns designado de intervenção, Francisco Fanhais. Ex-sacerdote católico e exilado político, conheceu na carne as vicissitudes da ditadura com a qual nunca se conformou. É atualmente presidente da Associação José Afonso e no final do século passado foi feito Oficial da Ordem da Liberdade.

Veio para contar abril: contou, cantou e também declamou. Por vezes parece até que encantou. Cantou, entre outros, o poema de Sophia de Mello Breyner Andresen a Cantata da Paz e também Grândola, Vila Morena. Com clamor preencheu a sala e encheu corações. Porque a vida e as vivências revigoram as memórias e fazem transbordar as emoções  Quem lá esteve que conte como foi. Porque foi inesquecível.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Leituras de Abril na UEE

A Encarregada de Educação de um dos alunos do 8.º1, Dra. Susana Patrício, realizou a leitura de textos e poemas relacionados com o 25 de abril, para os alunos do 8.º1 e da UEE (Unidade de Ensino Especializado), do 3.º ciclo, no dia 09 de abril de 2024. 

No início, efetuou uma introdução histórica, seguida da partilha da sua vivência pessoal, na época apontada. Posteriormente, leu com os alunos os textos relativos ao 25 de abril, tendo-se estes envolvidos de forma ativa.

domingo, 5 de maio de 2024

Símbolos de Abril : cravos, músicas, lápis azul, poemas …

No agrupamento, logo no final do 1.º semestre, todos os alunos do Pré-escolar, 1.º, 2.º, 3.º ciclos fizeram cravos nas aulas de expressões e de educação visual, projeto “Encosta o teu cravo ao meu e o sol brilhará para todos nós" desenvolvido em parceria com a junta de freguesia Encosta do Sol, cujo principal objetivo era colorir de cravos a rotunda junto à GALP. Assim aconteceu no dia 18 de abril durante toda a manhã. Este projeto envolveu também as escolas do Agrupamento de Alfornelos, cujos cravos foram plantados na rotunda do metro.

O cravo foi também motivo para uma aula entre o 11.º 2 e o 12.º 4 (História de um cravo). Os primeiros, alunos de Biologia, apresentaram o ciclo de vida do cravo. Foi possível fazer este estudo graças à oferta de 95 craveiras pela produtora Novo Sol Plantas, a Associação Portuguesa de Produtores de Flores Naturais e o Horto do Campo Grande.

Os alunos do 12.º ano apresentaram a visão histórica, a Revolução dos Cravos.


No Agrupamento, os alunos também cantaram Abril. Foram dinamizadas várias atividades em todas as escolas (EB1/JI da BrandoaEB2/JI Sacadura Cabral, Sophia de Mello Breyner Andresene na comunidade, no Mercado da Brandoa. Ouvimos Grândola, Que força é essa, Somos livres, Liberdade, Maré alta e outras músicas.

O lápis azul deu origem ao projeto "A Minha Liberdade é de Todos",  colaboração entre a Comissão dos 50 anos do 25 de Abril, o Gerador, o Plano Nacional das Artes (PNA) e a Viarco.  Desta vez o lápis azul tornou-se no símbolo de expressão da liberdade. Assim os nossos alunos da ESFN realizaram uma intervenção com o lápis, num pedaço de cartolina branca semelhante ao tamanho de um azulejo tipicamente português. Vejam o mural coletivo de várias escolas aqui.

Este projeto serviu ainda para um workshop para os pais no Dia Aberto à Comunidade.

Alunos, professores, funcionários, pais, entidades da comunidade leram textos de abril nestas datas em que decorreu também a Semana da Leitura nas várias escolas.

segunda-feira, 29 de abril de 2024

Contar Abril - À conversa com ...

O mês de abril foi rico em palestras no Agrupamento com convidados que viverem o 25 de Abril, o dia ou um dos dias mais felizes para todos, pois a professora Irene dos Santos Almeida, no 25 de Abril, dava aulas numa aldeia do Alentejo e não soube logo o que estava a acontecer no país, a rádio recomendava não sair de casa, só no dia 26 de abril é que soube do desfecho do golpe militar e pode festejar o acontecimento. 

Na ESFN, tivemos o prazer de receber para as turmas do 9.º e 12.º anos, dois elementos do Movimento das Forças Armadas, Comandante Henrique Mendonça, ferido de guerra e o coronel Manuel Duran, um dos capitães de Abril, que nos deram uma lição de história e também uma lição de vida sobre os acontecimentos. Falaram do antes, do 25 de Abril e também do depois, dos perigos que ameaçam a Democracia, uma das conquistas do 25 de Abril. Com os seus relatos, despertaram a consciência cívica dos nossos alunos, a importância de continuar a lutar pelos seus direitos e os direitos de todos. Esclareceram algumas questões e desfizeram alguns mitos. 

Na SMBA e na EB1/JI da Brandoa, Irene dos Santos Almeida e Francisco Cantanhede, professor de História e autor de manuais de história, falaram das suas vivências, Irene dos Santos Almeida enquanto professora da escola primária e Francisco Cantanhede enquanto aluno. Através de fotografias da época, contaram aos alunos do 3.º, 4.º e 6.º anos como era a escola antes do 25 de Abril, realçando alguns aspetos da sociedade do Estado Novo e vincando as conquistas de Abril. Alguns exemplos: a pobreza retratada nos pés descalços, o livro único, a fotografia de Salazar em cada sala de aula, a separação de rapazes e raparigas.

São testemunhos importantes para não esquecer Abril.

segunda-feira, 22 de abril de 2024

50 anos de uma escola diferente

Os alunos participaram em diversas atividades. Foram feitos vários trabalhos que foram expostos nas escolas e no Fórum da Brandoa que deu o nome "50 anos de uma escola diferente" a esta exposição.

 

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Contar Abril – À conversa com o comandante Henrique Mendonça

No dia 9 de abril, no âmbito do projeto Contar Abril, na ESFN, os alunos do 9.º 1, 9.º 3, 9.º 4 e 9.º 6 estiveram a conversa com o comandante Henrique Mendonça, militar da marinha, elemento do Movimento das Forças Armadas.  Fez parte e faz parte ainda de várias associações de deficientes, atualmente na associação AMORAMA, e na Associação dos Deficientes das Forças Armadas.

No início de cada sessão, os alunos assistiram a um vídeo da Associação Conquistas da Revolução de que o comandante Henrique Mendoça é sócio fundador.

De seguida, o comandante explicou a importância do 25 de abril, das conquistas de Abril e comparou com a atualidade. Os alunos tiveram o seu espaço para fazer algumas perguntas.

A curiosidade era saber como tinha perdido o pé na Guiné; se tinha sido obrigado a matar alguém; se tinha conhecido o capitão Salgueiro Maia. Também perguntaram como tinha vivido o 25 de abril. O comandante respondeu que foram os dias mais felizes da sua vida.



Cinco décadas da democracia, o que mudou?

Estão expostos no bar dos alunos da ESFN, 12infográficos oferecidos pela Pordata e pela RBE aos 448 Agrupamentos de Escolas/ Escolas Não Agrupadas inscritas na primeira fase de inscrição na iniciativa Abril depois de Abril.

Estas infografias apresentam as mudanças profundas que ocorreram, entre a década de 1970 e o presente, na educação, no emprego, na população, na economia, entre outras áreas importantes da vida nacional.



quinta-feira, 28 de março de 2024

25 de abril em fotografias

 Bem perto de nós, recomendamos a visita à exposição "25 de Abril de 1974, quinta-feira", fotografias de Alfredo Cunha,   na galeria Artur Bual.


Em Lisboa, na Cordoaria, a exposição Factum que  apresenta 170 fotografias de Eduardo Gageiro que retratam Portugal desde a década de 1950 a 2023.

 

Preparando Abril - 50 anos

 As escolas do Agrupamento Fernando Namora preparam a comemoração dos 50 anos do 25 de abril. Trabalham em várias disciplinas, com vários suportes e de forma muita variada. Da leitura ao canto, da pesquisa à apresentação em video, da reflexão à palavra escrita, o 25 de abril é o mote para várias leituras e várias formas de expressão.

Abril será rico em atividades.



terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Antes do 25 de abril é proibido beijar

O amor antes do 25 de Abril era vivido com algum medo por causa da moral vigente da época, cheia de proibições.

As mulheres casavam cedo e tinham medo de ficar solteiras, ficar para tia ou encalhada.

Era proibido “beijar”.

Assim, “O beijo na boca era qualificado de acto exibicionista atentatório da moral.”

“(…) o delinquente beijoqueiro era identificado, autuado em pelo menos 57 escudos, e passava invariavelmente pela cadeira do agente barbeiro, de onde saía de cabeça rapada, máquina zero.”

Esta é uma das proibições antes do 25 de abril reportadas no livro do jornalista António Costa Santos no livro Proibido!

Proibido! é um livro descomplexado e descomprometido que visita, com muita ironia, o passado dos portugueses - o Portugal de Salazar - para descobrir as coisas que hoje nem nos passa pela cabeça imaginar que foram proibidas: beijos em público, casar com uma enfermeira, usar isqueiro sem licença, para dar só alguns exemplos. O livro está organizado por proibições e a abordagem é informativa, usando exemplos e documentos do passado, mas é sobretudo uma abordagem divertida.

É, para começar, um livro que faz humor com o passado. O livro liga-se à tendência dos livros sobre Salazar, falando das proibições desse tempo. Mas é também um livro útil para quem procure informação histórica.

https://www.wook.pt/livro/proibido-antonio-costa-santos/194544

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Apresentação do livro "25 de abril 1974, quinta-feira" - Alfredo da Cunha

No dia 25 de janeiro 2024, iniciaram-se, no município da Amadora, as comemorações dos 50 anos do 25 de abril 1974 com a apresentação do livro de Alfredo Cunha, 25 de Abril de 1974, Quinta-feira, que reúne registos fotográficos de três momentos: a guerra colonial, o 25 de Abril e o ano seguinte à revolução; textos de Adelino Gomes, do coronel Carlos de Matos Gomes, de Fernando Rosas e ainda gravuras de Vhils. No início desta apresentação, foi exibido o filme de Miguel Bruno realizado a partir das fotografias deste livro e com música de Rodrigo Leão. 

Para este evento, a Câmara Municipal de Amadora convidou os diretores e os presidentes do Conselho Geral das escolas secundárias do município e uma turma do 12.º ano de cada escola a quem coube fazer uma pergunta a cada um dos convidados. 

Foi um momento muito agradável, uma lição de história com vários conselhos para os jovens presentes sobre a importância deste acontecimento e da conquista da Liberdade, “um bem que hoje em dia é pouco valorizado”. 
O livro e o filme podem ser consultados na biblioteca da escola secundária Fernando Namora.


quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Dia Mundial da Filosofia 2023 - 50 anos do 25 de abril

O Dia Mundial da Filosofia foi implementado pela UNESCO em 2002 e comemora-se todos os anos na terceira quinta-feira de novembro.  Este dia pretende realçar a importância da Filosofia na vida do homem e na vida em sociedade, um dia de reflexão.

Apresentamos, como todos os anos, o postal do professor Manual Barroso que associou esta celebração à comemoração dos 50 Anos do 25 de abril, integrando o projeto do Agrupamento “Contar Abril”.



terça-feira, 25 de abril de 2023

25 de Abril - Ary dos Santos: As Portas que Abril Abriu

Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.

[...] 

Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.

[...] 

 

segunda-feira, 25 de abril de 2022

O 25 de Abril na Obra de José Saramago

Trabalho dos alunos SMBA
"O regime caiu. Golpe militar, como se esperava. Não sei descrever o dia de hoje: as tropas, os carros de combate, a felicidade, os abraços, as palavras de alegria, o nervosismo, o puro júbilo. Estou neste momento sozinho: M. foi encontrar-se com alguém do Partido, não sei onde. Vai acabar a clandestinidade. O meu auto-retrato já está muito adiantado. Dormíamos em minha casa, M. e eu, quando o Chico, noctívago, telefonou, aos gritos, que ouvíssemos a rádio. Levantámo-nos de um salto (estás a chorar, meu amor?): «Aqui Posto de Comando das Forças Armadas. As Forças Armadas portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa...» abraçámo-nos (meu amor, estás a chorar), e embrulhados no mesmo lençol, abrimos a janela: a cidade, oh cidade, ainda noite por cima das nossas cabeças, mas já uma claridade difusa ao longe. Eu disse: «Amanhã vamos buscar o António.» M. apertou-se muito contra mim. «E um dia destes dar-te-ei uns papeis que aí tenho. Para leres.» «Segredos?», perguntou ela, sorrindo. «Não, papeis. Coisas escritas.»"

José Saramago. Manual de Pintura e Caligrafia. Lisboa: Editorial Caminho, 1
983. p.311

 

domingo, 25 de abril de 2021

25 de Abril : Cantiga de Abril de Jorge de Sena

 

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Quase, quase cinquenta anos
reinaram neste país,
e conta de tantos danos,
de tantos crimes e enganos,
chegava até à raiz.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Tantos morreram sem ver
o dia do despertar!
Tantos sem poder saber
com que letras escrever,
com que palavras gritar!

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Essa paz de cemitério
toda prisão ou censura,
e o poder feito galdério.
sem limite e sem cautério,
todo embófia e sinecura.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Esses ricos sem vergonha,
esses pobres sem futuro,
essa emigração medonha,
e a tristeza uma peçonha
envenenando o ar puro.

Qual a cor da liberdade?
É verde. verde e vermelha.

 

26-28(?)/4/1974

Obras de Jorge de Sena
"40 anos de servidão", Edições 70
1989

Essas guerras de além-mar
gastando as armas e a gente,
esse morrer e matar
sem sinal de se acabar
por política demente.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Esse perder-se no mundo
o nome de Portugal,
essa amargura sem fundo,
só miséria sem segundo,
só desespero fatal.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Quase, quase cinquenta anos
durou esta eternidade,
numa sombra de gusanos
e em negócios de ciganos,
entre mentira e maldade.

Qual a cor da liberdade?
E verde, verde e vermelha.

Saem tanques para a rua,
sai o povo logo atrás:
estala enfim altiva e nua,
com força que não recua,
a verdade mais veraz.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.













"25 minutos de uma Revolução" - Documentário