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sexta-feira, 29 de novembro de 2024

No dia 26 de novembro, na abertura da Feira do Livro 24, as turmas do 11.º ano (3, 4, 5, 6  e AP17) tiveram o prazer de ouvir o poeta Isaac Jaló.

Foi um momento muito agradável onde se refletiu sobre Poesia. Poesia clássica através da declamação de 4 poemas de Luís de Camões, poesia moderna/urbana, outra poesia com a qual os nossos jovens alunos se identificam mais.

quinta-feira, 21 de março de 2024

Ler com a BE - Ler e reescrever poesia


O Inverno

 Velho, velho, velho.

Chegou o inverno.

 

Vem de sobretudo,

Vem de cachecol,

O chão onde passa

Parece um lençol.

 

Esqueceu as luvas

Perto do fogão:

Quando as procurou.

Roubara-as um cão.

 

Com medo do frio,

Encosta-se a nós:

Dai-lhe café quente

Senão perde a voz.

 

Velho, velho, velho.

Chegou o Inverno.

 

Eugénio de Andrade

A primavera

 Alegre, alegre, alegre

Chegou a Primavera.

 

Vem de calções,

Vem de vestido,

O chão onde passa

Parece um jardim florido.

 

Esqueceu os anéis

Perto da cama

Quando os procurou,

Roubara-os o periquito.

 

Com medo do calor

Encosta-se a nós:

Dai-lhe sumo fresco

Senão fica feroz.

 

Alegre, alegre, alegre

Chegou a Primavera.

 

5.ºB



 

A primavera

 

Era, era, era

Chegou a Primavera.


Vem de vestido,

Vem de Boné,

O chão onde passa

Parece um campo.

 

Esqueceu o boné

Perto da televisão:

Quando o procurou,

Roubara-o João.

 

Com medo do aquecimento

Encosta-se a nós:

Dai-lhe um gelado

Senão rouba-te o cão.

 

Era, era, era

Chegou a Primavera.

5.ºD

 

A primavera

 

Vera, vera, vera

Chegou a Primavera.

 

Vem de minissaia,

Vem de topezinho,

O chão onde passa

Parece todo florido.

 

Esqueceu o sapatinho

Perto do beiral:

Quando o procurou,

Roubara-o pardal.

 

Com medo do sol

Encosta-se a nós:

Dai-lhe água

Senão morremos para vós.

 

Vera, vera, vera

Chegou a Primavera.

5.ºA

 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Centenário de Eugénio de Andrade

No dia 19 de janeiro 1923, nasceu o poeta Eugénio de Andrade.

Dia 19 de janeiro de 2023, iniciam-se as celebrações do seu centenário que ocorrerão sobretudo no Porto e no Fundão.

Apresentamos um excerto da revista Visão sobre o poeta que poderão ler integralmente aqui e um vídeo com a leitura do poema “As palavras interditas” por Margarida Carvalho.

Para os amantes de poesia, aconselhamos a homenagem feita pela RTP/Play, “A caminho do Centenário”, um poema por dia.

“Não há autor no século XX português que encaixe tão bem no cliché de “poeta” do imaginário popular, mesmo daqueles que nunca ou raramente leem poesia. Eugénio de Andrade escrevia sobre flores, o vento, água, pássaros, as árvores, a lua, a infância, o silêncio, os corpos na juventude… tinha uma certa aura de eremita, de antissocial a olhar o horizonte, e facilmente uma brisa lhe despenteava os cabelos. Os seus dias e os seus poemas rimavam facilmente com a melancolia. A poesia impôs-se na sua vida, quase como se não tivesse tido escolha. “Desde cedo me encontrei desinteressado de coisas que interessavam à maioria. Na adolescência, tive duas fascinações: a santidade e a poesia. A santidade, adeus, aos catorze anos isso estava arrumado. Ficou a poesia”



segunda-feira, 11 de abril de 2022

Dia Mundial da Poesia no Agrupamento

 Implementado pela UNESCO em 1999, o Dia Mundial da Poesia comemora-se todos os anos no dia 21 de março. A poesia é uma expressão íntima e universal que transforma a linguagem comum em formas criativas, reveladoras de ideias, sentimentos e ações. 

De modo a assinalar esta data, as bibliotecas escolares do Agrupamento convidaram a comunidade educativa a ler um poema e a partilhar a sua leitura. Os alunos da Escola Básica Sophia de Mello Breyner Andresen participaram ativamente na atividade. No primeiro ciclo, os alunos construíram uma árvore da poesia e foram lidos poemas. Nos outros ciclos, os alunos assinalaram a data com a leitura de poemas em contexto de sala de aula e na biblioteca.

Convidamos a clicar neste link e ouvir e ver a peformance dos nossos alunos do 5.º, 6.º e 7.ºano.

Árvore da Poesia - EB1/JI da Brandoa 


sexta-feira, 8 de abril de 2022

Associação de Pais assinala o Dia Mundial da Poesia

 A comunidade educativa através da Associação de Pais foi desafiada a assinalar o Dia Mundial da Poesia com a gravação de um video ou de um podcast e brindou-nos assim com dois poemas de Fernando Namora, o nosso Patrono.






"Terra" e "Cantar d'Amigo" de Fernando Namora

Cantar d’Amigo

Estrangeiro!

talharam-nos em redor fossos, limites

e o cerco das fronteiras.

Estrangeiro! Ninguém entendeu, e nem tu, estrangeiro,

que entre nós não existem cordilheiras.

 

Ficaste de mãos desastradas, indiferentes,

quando a minha vida roçou a tua vida.

De olhos parados, indiferentes,

quando passei a teu lado.

 

Estrangeiro! Ficou-me esse desperdício de um adeus

que as tuas mãos frias não disseram,

nem os teus olhos vidrados,

nem a tua boca selada,

mas que eu pressenti, como alguém á beira de um cais,

ao ver sair barcos com gente que nos é estranha,

agitando lenços estranhos

alguém que sofre por nada.

Iludimos a vida, amigo!

E como para ultrapassar as fronteiras

os fossos,

as ironias

bastaria um só olhar!...

Não, estrangeiro! Vamos misturar o sangue dos rios

o abismo dos mapas

fazer qualquer coisa! misturar, misturar.


Terra

 

Onde ficava o mundo?

Só pinhais, matos, charnecas e milho

para a fome dos olhos.

Para lá da serra, o azul de outra serra e outra serra ainda.

E o mar? E a cidade? E os Rios?

Caminhos de pedra, sulcados, curtos e estreitos,

onde chiam carros de bois e há poças de chuva.

Onde ficava o mundo?

Nem a alma sabia julgar.

Mas vieram engenheiros e máquinas estranhas.

Em cada dia o povo abraçava outro povo.

E hoje a terra é livre e fácil como o céu das aves:

a estrada branca e menina é uma serpente ondulada

e dela nasce a sede da fuga como as águas dum rio.

 

domingo, 6 de junho de 2021

Poesia Visual 5.ºG e H

 No âmbito do estudo do texto poético, os alunos da professora Ana Isabel Cunha desenvolveram, em sala de aula, uma sequência de aprendizagem que tinha em vista a produção de poemas visuais. 

A junção do texto com a imagem criada através das palavras suscitou um grande interesse por parte da turma. A organização/disposição das palavras foi tida em consideração para comunicar o sentido que se pretendia enfatizar. 

Na componente da imagem foram usados diversos materiais para enriquecimento dos trabalhos, nomeadamente, algodão, tecidos vários, café, lã, botões, cortiça, massa alimentar, entre outros.  


A atividade apelou aos conhecimentos dos alunos relativos ao texto poético e suscitou junto dos mesmos uma grande recetividade pelo caráter lúdico associado. 

Para além da socialização, em contexto de sala de aula, dos poemas, a divulgação dos trabalhos foi reforçada a partir de uma exposição na Biblioteca Escolar.


domingo, 25 de abril de 2021

25 de Abril : Cantiga de Abril de Jorge de Sena

 

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Quase, quase cinquenta anos
reinaram neste país,
e conta de tantos danos,
de tantos crimes e enganos,
chegava até à raiz.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Tantos morreram sem ver
o dia do despertar!
Tantos sem poder saber
com que letras escrever,
com que palavras gritar!

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Essa paz de cemitério
toda prisão ou censura,
e o poder feito galdério.
sem limite e sem cautério,
todo embófia e sinecura.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Esses ricos sem vergonha,
esses pobres sem futuro,
essa emigração medonha,
e a tristeza uma peçonha
envenenando o ar puro.

Qual a cor da liberdade?
É verde. verde e vermelha.

 

26-28(?)/4/1974

Obras de Jorge de Sena
"40 anos de servidão", Edições 70
1989

Essas guerras de além-mar
gastando as armas e a gente,
esse morrer e matar
sem sinal de se acabar
por política demente.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Esse perder-se no mundo
o nome de Portugal,
essa amargura sem fundo,
só miséria sem segundo,
só desespero fatal.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Quase, quase cinquenta anos
durou esta eternidade,
numa sombra de gusanos
e em negócios de ciganos,
entre mentira e maldade.

Qual a cor da liberdade?
E verde, verde e vermelha.

Saem tanques para a rua,
sai o povo logo atrás:
estala enfim altiva e nua,
com força que não recua,
a verdade mais veraz.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.













sábado, 20 de março de 2021

21 março | Comemoração do Dia Mundial da Poesia

Neste Dia Mundial da Poesia, partilhamos também alguns poemas, alguns versos escritos pelos alunos do 10.º1ª e  10.º2ª na aula de Português da Professora Helena Martins. Retratam, muitas vezes, "o sentir" dos alunos em confinamento.

Tempos de Pandemia

O vírus chegou ,

Várias pessoas levou,

Nem os mais ricos se salvam

Pois deste ninguém se escapa.

 

Empregos perdidos,

Pobreza,

Sedentarismo

Os políticos e o seu egocentrismo.

 

O sedentarismo e a obesidade espalham-se,

Ao SNS agradecemos ao ficarmos em casa,

Devemos ficar em casa e não sair,

Aprisionados, uma realidade injusta.

 

Tempos de pandemia

Solidão e doença,

Faltam pessoas na rua,

Períodos negros.

 

Guilherme Torres




Aulas On-line

 

No passado mês de janeiro

Ficámos confinados

Estamos em casa o dia inteiro

Bastante entediados.

 

Passámos a ter aulas online

E vimos finalmente a cara dos professores

Mas descobrimos também

Que alguns deles não são bons com computadores.

 

As aulas de português eram as melhores

A professora falava com entusiamo

Dos feitos dos maiores.

 

Agora estamos quase de regresso

Vamos voltar a meter as coisas na sacola

Nunca pensámos dizer isto

Mas temos saudades de voltar à escola.

 

Ainda agora soubemos esta notícia

E já temos muitos testes marcados

Temos tanta coisa para estudar

Que até estamos aparvalhados.


Bruno Guedes, Gabriela Garcia, Miguel Reis, Miguel Garcia, Tiago Reis

 



Deixa partir

O que não te pertence mais

Deixa seguir o que não poderá voltar

Deixa morrer o que a vida já despediu

A vida precisa continuar

O que foi já não serve, é passado

E o futuro ainda está do outro lado.

 [...] 

 

Ana Rita e Rúben Alexandre 

 


Estar Feliz

 

Estar feliz é cantarolar baixinho

Estar feliz é viver em harmonia

Estar feliz é sorrir perante qualquer coisa

Estar feliz é esperar um novo dia

 

Partilhar é a missão

De quem transporta tamanha alegria

 

Pois levamos no coração o poder

Da simpatia.

 

Rai