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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Amor e Literatura - Obras na ESFN

O Amor é um tema muito presente na literatura mundial,   abordado ao longo de todos os tempos. Apresentamos vários livros que podem encontrar na biblioteca da Fernando Namora, obras que fezem parte do programa, do projeto de leitura, obras recentes de literatura juvenil. Algumas são consideradas  como as mais belas histórias de amor.


NO PROGRMA DE PORTUGUÊS


PROJETO DE LEITURA


LIVROS REQUISITADOS NO 3º CICLO



sábado, 20 de fevereiro de 2021

Resultados dos Desafios da São Valentim

 “Os poemas de amor mais bonitos da língua portuguesa” foi o desafio lançado aos alunos do secundário do Agrupamento Fernando Namora. Participaram 24 alunos de 11 turmas do 10º ao 12º ano.

Os poemas mais citados foram:

1.     Amor é fogo que arde sem se ver de Luís de Camões

2.    Em todos os jardins de Sophia de Mello Breyner Andresen

3.    Transforma o amador na coisa amada de Luís de Camões.

Recebemos ainda poemas de Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Cesário Verde, Mª Teresa Horta, Cecília Meireles.



 No desafio lançado aos alunos do 3º ciclo sobre o livro ou o filme que conte a mais bela história de Amor ou de Amizade, eles escolheram:

Os livros: Romeu e Julieta de William Shakespeare e A Culpa é das estrelas de John Green.

Os filmes: Titanic de James Cameron e Com amor Simon de Greg Berlanti. 

Vejam os resultados neste ebook.



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Por falar de Amor - 1º ciclo

 Publicamos  agora alguns recursos que foram partilhados com os colegas do 1º ciclo porque todos os momentos são bons para falar de afetos.




domingo, 14 de fevereiro de 2021

Por falar de Amor - A escolha de Vasco Graça Moura

Neste dia de São Valentim, aconselhamos o livro da semana proposto pelo Plano Nacional de Leitura, 366 poemas que falam de Amor de Vasco Graça Moura. Nesta efeméride, o Plano Nacional de Leitura presta homenagem a Vasco Graça Moura.

SINOPSE

Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. 

A reunião de 366 poemas - um para cada dia - sobre o amor. Grandes poetas escolhidos por um grande poeta.

Nada há de tão natural no mundo da poesia como o tema do amor. Vasco Graça Moura reúne neste livro 366 poemas que falam de amor - que sofrem e exultam, desencorajam e comovem, entristecem e rejubilam, que falam da alegria e da surpresa do amor. E também da sua melancolia, dos seus nomes raros, da evidência, da sua inevitabilidade. Com esta escolha percorre-se também uma vasta tradição da poesia de todos os tempos, uma arte que nunca poderemos esquecer - e o deslumbramento diante do amor, justamente.

In wook.pt

Alguns dos poetas citados:

Al Berto, Alexandre O’Neill, Almeida Garrett, António Ramos Rosa,  Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Cesário Verde, David Mourão-Ferreira, Eugénio de Andrade, Fernando Pessoa, Jorge de Sena, Louís Aragon, Luís de Camões, Manuel Alegre, Manuel António Pina, , Mário Cesariny, Nuno Júdice, Pedro Homem de Mello, Pedro Mexia, Pedro Tamen, Ruy Belo, Sophia de Mello Breynes Andresen, Vinicius de Morais, Vitorino Nemésio, William Shakespear e muitos outros.


ATÉ AO FIM
intensamente, amor
intensamente
ponho na minha voz esta saudade
que é feita de futuro no presente
e na ilusão é feita de verdade

intensamente, amor
intensamente

desesperando, amor
desesperando
por mesmo assim eu não te dizer tudo
mesmo ao lembrar-me de onde e como e quando
teu coração mudou
mas eu não mudo

desesperando, amor
desesperando

até ao fim, amor
até ao fim do mundo
tal qual Pedro e Inês
aqui te espero
aqui me tens a mim
neste mísero estado em que me vês

até ao fim, amor
até ao fim, amor
até ao fim

Fado de Katia Guerreiro, 2014.
Álbum: Até ao fim
Letra: Vasco Graça Moura (2006)
Música: Tiago Bettencourt

domingo, 16 de fevereiro de 2020

A Matemática do Amor



Para celebrar a São Valentim, os alunos imaginaram  algumas frases em que conjugaram Amor e Matemática. As turmas do 8.º ano também deixaram a sua mensagem em Post-it de várias cores.


Os alunos escreveram e receberam cartas de amor e amizade dos seus admiradores "secretos".


"O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar."

Fernando Pessoa

Amizade

Muitas pessoas irão entrar e sair da sua vida
mas somente verdadeiros amigos deixarão pegadas no seu
coração.



quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Para um em cada quatro jovens a violência sexual é “natural” no namoro


Têm 15 anos em média. Rapazes e raparigas. Para muitos (40%), se alguém impede o namorado ou a namorada de se vestir de determinada forma, isso não é violência. Se numa discussão entre os dois há insultos, isso não é violência (25%). E também não o é uma agressão corporal se dela não resulta uma ferida ou uma marca (8%). Já a violência sexual — forçar beijos em público, pressionar ou coagir para ter relações sexuais, por exemplo — é legitimada por um quarto dos 4000 inquiridos num estudo da UMAR, União de Mulheres Alternativa e Resposta, que é apresentado nesta quarta-feira, no Porto. Ou seja, é considerada “natural”.

Leiam o resto da notícia do Público.

Poemas de Amor Portugueses

Quando eu não te tinha
 
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo...
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima.
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor...
Tu não me tiraste a Natureza...
Tu não me mudaste a Natureza...
Trouxeste-me a Natureza para ao pé de mim.
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as cousas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou.
Só me arrependo de outrora te não ter amado.

(Alberto Caeiro – Heterônimo de Fernando Pessoa)


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Lenços dos Namorados na ESFN




Dia de São Valentim - Amor e Poesia

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco


Mário Cesariny, in Pena Capital

Não te quero senão porque te quero,

e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Talvez consumirá a luz de Janeiro,

seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.

Pablo de Neruda

Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

William Shakespeare




Par les soirs bleus d'été, j'irai dans les sentiers,
Picoté par les blés, fouler l'herbe menue :
Rêveur, j'en sentirai la fraîcheur à mes pieds.
Je laisserai le vent baigner ma tête nue.
 
Je ne parlerai pas, je ne penserai rien :
Mais l'amour infini me montera dans l'âme,
Et j'irai loin, bien loin, comme un bohémien,
Par la Nature, - heureux comme avec une femme.
Arthur Rimbaud



domingo, 14 de fevereiro de 2016

São Valentim




                    “Amei-te e por te amar
                      Só a ti eu não via…
                      Eras o céu e o mar,
                      Eras a noite e o dia…
                      Só quando te perdi
                      É que eu te conheci…”
                      Fernando Pessoa




“Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.”
Camões

“Amo-te muito, meu amor, e tanto
que, ao ter-te, amo-te mais, e mais ainda
depois de ter-te, meu amor. Não finda
com o próprio amor o amor do teu encanto.”
Jorge de Sena

“Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo”
Mia Couto

“Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!”
Florbela Espanca

“Este inferno de amar – como eu amo!
Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é vida – e que a vida destrói.
Como é que se veio atear,
Quando – ai se há-de ela apagar?”
Almeida Garrett








quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

800 anos de Poesia Portuguesa de Amor

A equipa da BE partilha com todos os seus seguidores "800 anos de Poesia Portuguesa", uma forma de celebrar o amor, a poesia e a nossa língua.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Manuel António Pina

Regresso devagar ao teu 
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que 
não é nada comigo. Distraído percorro 
o caminho familiar da saudade, 
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar 
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa, compro um livro, entro no 
amor como em casa.

in "Ainda não é o fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"