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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Escrita Criativa com Leonor Tenreiro - Oficina "Palavras à solta"

No dia 12 de novembro, no âmbito do Programa Educativo Viajar nas Letras da Câmara Municipal de Amadora, a turma 3 do 3.º ano  da EB1/JI da Brandoa  e a turma B do 3.º ano da EB1/JI Sacadura Cabral tiveram  a honra de receber Leonor Tenreiro que dinamizou a oficina "Palavras à solta". 

A sessão começou com a leitura envolvente da história A Fábrica das Palavras, em que os alunos foram apresentados a uma fascinante fábrica onde as palavras eram criadas e transformadas. 

A narrativa despertou a curiosidade das crianças, que logo se deixaram levar pela ideia de como as palavras têm o poder de dar vida às ideias e sentimentos.




quinta-feira, 21 de março de 2024

Ler com a BE - Ler e reescrever poesia


O Inverno

 Velho, velho, velho.

Chegou o inverno.

 

Vem de sobretudo,

Vem de cachecol,

O chão onde passa

Parece um lençol.

 

Esqueceu as luvas

Perto do fogão:

Quando as procurou.

Roubara-as um cão.

 

Com medo do frio,

Encosta-se a nós:

Dai-lhe café quente

Senão perde a voz.

 

Velho, velho, velho.

Chegou o Inverno.

 

Eugénio de Andrade

A primavera

 Alegre, alegre, alegre

Chegou a Primavera.

 

Vem de calções,

Vem de vestido,

O chão onde passa

Parece um jardim florido.

 

Esqueceu os anéis

Perto da cama

Quando os procurou,

Roubara-os o periquito.

 

Com medo do calor

Encosta-se a nós:

Dai-lhe sumo fresco

Senão fica feroz.

 

Alegre, alegre, alegre

Chegou a Primavera.

 

5.ºB



 

A primavera

 

Era, era, era

Chegou a Primavera.


Vem de vestido,

Vem de Boné,

O chão onde passa

Parece um campo.

 

Esqueceu o boné

Perto da televisão:

Quando o procurou,

Roubara-o João.

 

Com medo do aquecimento

Encosta-se a nós:

Dai-lhe um gelado

Senão rouba-te o cão.

 

Era, era, era

Chegou a Primavera.

5.ºD

 

A primavera

 

Vera, vera, vera

Chegou a Primavera.

 

Vem de minissaia,

Vem de topezinho,

O chão onde passa

Parece todo florido.

 

Esqueceu o sapatinho

Perto do beiral:

Quando o procurou,

Roubara-o pardal.

 

Com medo do sol

Encosta-se a nós:

Dai-lhe água

Senão morremos para vós.

 

Vera, vera, vera

Chegou a Primavera.

5.ºA

 

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Projeto “ Viajar nas Letras” Ana Leonor Tenreiro

No dia 21 de novembro os alunos do 3º D, da EB1/JI Sacadura Cabral,   participaram na atividade de Oficina Palavras à Solta - Escrita Criativa, do projeto “Viajar nas Letras” dinamizada por Ana Leonor Tenreiro. 

A obra escolhida foi "A Grande Fábrica de Palavras" da autora Agnes De Lestrade. A atividade visa estabelecer laços afetivos e uma relação funcional, através da criação de um projeto pessoal e/ou coletivo de escrita. Levou os alunos a assumirem-se como “autores" sobre os seus escritos, o que potenciou momentos de partilha e aprendizagem.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Viajar nas Letras em janeiro - Sacadura Cabral

 Viajar nas Letras

Oficina de Leitura e Criatividade 

No dia 5 de janeiro, a escritora Leonor Tenreiro dinamizou atividades de Escrita Criativa, com os grupos: 4ºB e 4ºD.


Oficina de leitura e escrita
Com o escritor: Marco Taylor
 

No âmbito do programa Viajar nas Letras, no dia 26 de janeiro de 2023, foi desenvolvida pelo escritor Marco Taylor com os  alunos do 4º C, uma atividade “desenhos em movimento” através da construção de Taumatoscópios e FlicK Book.

O taumatoscópio é um disco com uma figura de um lado e uma outra figura invertida no lado oposto. Por meio de fios torcidos fixados nos extremos do eixo desse disco pode-se fazê-lo girar sobre si rapidamente. O que se vê então é a sobreposição das duas figuras.

O Flip-Book é um livro de pequenas dimensões com um conjunto de imagens (em desenho ou fotografia) que variam ligeiramente de página para página. Quando se desfolha rapidamente o livro, as imagens criam um efeito de animação, como se se movessem.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Leitura e escrita : "Amizades Inesperadas"

No âmbito da literacia da leitura, aplicando um dos domínios do referencial Aprender com a biblioteca escolar e os conteúdos aprendidos relativos aos verbos, os alunos do 3º ano da EB1 JI da Brandoa realizaram a atividade “Amizades inesperadas”.

Os alunos foram convidados pela PB a desenvolver uma atividade de escrita criativa que tinha como ponto de partida a seleção aleatória de nomes comuns e de verbos.

Começaram por dividir uma folha em duas partes, num segundo escreveram em cada parte da folha, primeiro nomes comuns e a seguir verbos. Num terceiro momento, escreveram frases criativas que partilharam com a turma.

Esta atividade estimula a livre associação de ideias, potencia a im

aginação e possibilita o treino das competências da escrita e da leitura.

Parabéns a todos!

domingo, 28 de novembro de 2021

Escrita criativa - das letras ao desenho, do desenho às palavras, das palavras ao texto ...com muita imaginação

No âmbito da literacia da leitura, aplicando um dos domínios do referencial Aprender com a biblioteca escolar, os alunos do 2º e 3º ano puseram mãos à obra, revelaram o seu sentido estético e exploraram a sua criatividade.

Estes foram convidados pela PB a desenvolver uma atividade de escrita criativa que tinha como ponto de partida o seu nome próprio.

Começaram por escrever na vertical, numa folha, o seu nome em letras maiúsculas. De seguida, usando as formas das letras, criaram imagens figurativas e escreveram a palavra correspondente.  Finalmente, escreveram frases ou   uma história a partir dessas palavras. 

Esta atividade estimula a livre associação de ideias, potencia a imaginação e possibilita o treino das competências da escrita e da leitura.

Estão todos de parabéns!



sexta-feira, 26 de março de 2021

Escrita Criativa na AEFN

Partilhamos  2 poemas dos alunos de Português Língua Não Materna, escritos para assinalar o Dia Mundial da Poesia. 

O Amor

Eu amo, como eu amo o amor!

A vida sem amar não é uma vida, não é uma vida plena.

O amor é luta e é a paz. É tudo que nós quisermos.

Temos sempre pessoas que nos amam na nossa vida.

Se deixarmos de ser o amor de alguém é porque a melodia parou... no seu

coração.

Eu amo-te, dou-te o meu coração e nunca te vou abandonar.

Tu és a mais brilhante das estrelas neste mundo.~

Mamadou Aliou Kourouma G10

O Amor

O que é o Amor?

Não é só um significado,

é algo muito maior.

É como num dia muito frio

uma sensação de calor.

O que é o amor?

Raiveer Singh G10


AMOR PRÓPRIO

Eu me amo, me amo mesmo!

Amor próprio é amar-me

porque no final das contas

sou eu quem sofre.

Amor próprio é o i de início,

Início de um bom romance...

Daiany Monteiro AP14

 

Partilhamos ainda alguns textos escritos pelos alunos do 1º ciclo para oferecer no Dia do Pai. Para produzir estes textos, os alunos utilizaram a técnica do “Palavra puxa palavra”, a última palavra de cada frase inicia a frase seguinte.




quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

domingo, 6 de setembro de 2020

Ideias de Escritas - PNL

O PNL 2027 publica mensalmente ideias de escritas dirigidas a jovens.

Partilhamos as ideias de setembro, escolhe um desafio e partilha no site do PNL. Uma forma de começar o ano. Podes também mostrar ao teu professor.


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Páginas Soltas - Partilha de Textos

 As Meninas de Velázquez

         Numa sala de um palácio do século XVII, ao centro, encontra-se uma menina vestida de branco com rosas vermelhas. Ela é loira de pele clara. Ao seu lado, a sua tia está a prepará-la.
       No seu lado direito, vê-se um pintor, que um pouco afastado, está a observar a menina de branco para a poder pintar.
      À esquerda, observamos um cão, duas mulheres e uma criança. O cão tem um ar triste. O menino, que tem o pé apoiado no cão, veste um fato castanho com mangas brancas e tem um cabelo escuro. Ao lado da figura principal, encontra-se uma senhora baixa, corpulenta e antiquada.
     Ainda à esquerda, reparamos numa senhora com um vestido elaborado, de cabelo curto e cacheado, que faz uma vénia. Mais atrás, avistamos um padre a conversar com uma freira.
      A sala tem várias molduras penduradas. Vemos que é um cenário antigo e sombrio. Já fora da sala, ao fundo, está um senhor a contemplar a sala, enquanto sobe umas escadas. 

Ariana Silveira, nº 4  e Madalena Pereira, nº 20  (7º C)

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Projeto "O livro em Imagens"


Este livro foi realizado pelos alunos do Curso Vocacional Animação e Artes Oficinais, na disciplina de Artes sob a orientação das professoras Carla Gil e Isabel Monteiro no âmbito do projeto “O livro em Imagens. As ilustrações são dos alunos Mariana Carmo, Joana Sanches, Jéssica Carvalho e Vasco Tavares. O texto foi elaborado pela turma A do 1º ano da EB1/JI Sacadura Cabral da professora Amélia Valente.

sábado, 14 de maio de 2016

Escrita criativa : Deambulação de Catarina Moita

Onze horas da manhã. Não está propriamente um bom dia para deambular, mas o que era Sintra sem o exotismo da sua paisagem envolta em nevoeiro?
Tudo parece estar clamo e no seu lugar, tirando um ou outro carro que vai passando e perturba a paz do silêncio sufocante e enternecedor. Ouve-se o corriqueiro grito irritante do pavão. Uma criatura tão vistosa e cheia de si mas que não deixa ninguém cá em casa dormir. Pobre animal, apenas a fazer aquilo que a Natureza lhe diz que tem de fazer. Tal como todos nós, que deambulamos por aqui e por ali às ordens das leis de um universo cósmico que alguém num domingo à tarde (com certeza muito aborrecido) decidiu inventar. Bem, sem querer entrar por grandes filosofias a esta hora.

A manhã vai-se desenvolvendo sombria, chuvosa e misteriosa como deve ser. À frente, mato. Atrás, mato. De todos os pontos cardeais possíveis, de minha casa só se vê um manto de pinheiros escravos a dançar ao ritmo do vento.
A chuva vai-se intensificando. Que maravilhoso dia está lá fora para ficar cá dentro. Já que não posso deambular pelas ruas físicas, deambulo então por cada canto da rua na minha mente.
Estou neste momento a atravessar por cima do rio que ameaça transbordar. Sempre me lembro do rio com aquele chorão colossal à beira. Continuo o meu caminho pelas vivendas e moradias. Suspeito que esteja toda a gente na cama a dormir a sesta depois de um almoço farto. Uns metros mais à frente e ah! Cá está! O Património Mundial da UNESCO! Um monumento do mundo, mas que é tão meu. Lá em cima no topo da Serra a maravilhar os olhos de Deus sempre que Ele olha cá para baixo. Uma visão de uma estética romântica e paradisíaca, própria de um conto de fadas. Como diria Saramago, “Sintra daria um bom paraíso no caso de Deus fazer outra tentativa”
Catarina Moita – 11º1

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Concurso de Escrita Criativa 16 - Textos Premiados

No âmbito da temática “Elos de Leitura”, os alunos dos 10º e 11º anos  foram convidados a partilhar leituras com o lema «Um livro que aconselharias a um amigo».

A partir de um dos títulos aconselhados, escreve uma nova história, num texto em prosa que não ultrapasse as duas páginas A4.
No teu texto poderás incluir a(s) frase(s) exemplificativa(s) da obra selecionada. 

Textos Premiados

Apresentamos um excerto de cada texto produzido.  Podem ler a versão integral aqui.

1º lugar - Rúben Simões, 12º1
A Melodia do Adeus

Escurece… Mais um dia que acaba e a cidade parece dormir.
Já mal a vejo. Quando apaga a luz, vem deitar-se a meu lado, em teimosas miragens que não quero largar. Oh, ópio perfumado! Assim que caio no sono, alucino com outras noites em que, sem sono, fui bem mais feliz com ela.
Batem duas horas no sino da igreja, nem dei pela entrada da madrugada… Batem dois estrondos na minha cabeça e eu acordo. Desperto do sonho adormecido para o pesadelo acordado. “Perdi o controlo sobre tudo. Até sobre os lugares dentro da minha cabeça.”
...
2º lugar -  Miguel Palma, 12º1

A Rapariga no Comboio

Meter o pé no comboio e não saber ao que vais. Não te alistaste para isto. “Onde é que me desinscrevo?”. Entraste e desajeitadamente procuras onde pertences. O teu lugar é aquele e mesmo que queiras, não te podes sentar naquele que vai com vista para o mar. O estofo verde-escuro cobre uma espuma desconfortável, viras-te e reviras-te até encontrares a tua posição ideal. Acabas com a testa encostada ao vidro, a mão na face suporta o peso da cabeça enquanto o cotovelo se apoia no parapeito do vidro gelado. O olhar apaga-se. Tens uns olhos escuros, brilhantes, já os vi perfurar sete almas só nesta carruagem, incluindo a minha. Estranha essa sensação, de te olharem para lá do teu corpo físico e chegarem ao que só alguns olhos com poderes conseguem ver. O que será que eles veem?
...
3º lugar -  David Miranda, 11º1

V de vingança

A poeira assentou. Olhei em meu redor, escombros e destruição por toda a parte. Já mal se viam os aviões, aquelas máquinas voadoras que espalharam pela nossa “casa” um imenso mar de sangue vivo. O céu estava coberto por uma camada de nuvens carregadas, e também a mim me apetecia chorar.
Akim, o meu jovem filho e um grande orgulho, segurava na mão esquerda uma espingarda, permanecendo imóvel ao lado do corpo da mãe gélido e endurecido. Que diziam os seus olhos? Seria aquele verde intenso tristeza? Ou vingança?
...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Azul - Partilha de Textos


                                Poema Azul


                             No azul-escuro do mar
                             as nuvens claras
                             onde só um pássaro
                             consegue voar.

                             O azul-escuro
                             cheio de solidão
                             entre as lágrimas da tristeza
                             sem perdão.

     
                             Borboleta azul-escura
                             voa e entra no mar
                             sem pensar
                             que ele é tão profundo.


                             O azul-escuro do mar
                             escuro de sofrimento
                             é a tristeza e solidão
                             que mexe por dentro.

                                               Tatiana  7ºD
                                                                                                                                                    

Conversa em Tom de Azul

Era uma vez o Amarelo e o Verde, eram os melhores amigos um do outro.
  O que é a questão do Azul-escuro? - perguntou o Amarelo.
  Sei que é a cor do oceano, do céu à noite, de algumas flores, e até mesmo da felicidade respondeu o Verde.
  Da felicidade? - perguntou o Amarelo, admirado.
  Sim, porque o Azul-escuro  nos faz alegres.
  Ah, já estou a perceber...
  Isto tudo que eu te expliquei é só uma questão de azul. - disse o Verde.
  Obrigado. Então, adeus.
  Adeus.
                                                                       Jorge Clemente
                                                                                      6ºD 

                                                                         Prof:  Arminda  Marques