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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Chá com livros - Leituras Partilhadas


No dia 12 de março, na atividade “Chá com livros”, que teve por objetivo a partilha de leituras, os alunos do secundário fizeram várias propostas de leitura – obras atuais ou do século passado, da literatura portuguesa ou estrangeira; títulos conhecidos outros não; obras mais “clássicas” e outras não tanto; obras do programa outras não.
O que houve de bom neste encontro foi ver o entusiasmo com que os alunos apresentaram as suas obras, trocaram opiniões com os colegas e mesmo depois do evento continuaram à conversa.
Claro, neste encontro, não faltaram o chá e os bolos!

Algumas sugestões e palavras ditas acerca das leituras:

Ø  Esteiros de Soeiro Pereira Gomes – “Para os homens que nunca foram menos.”
Ø  Em busca do Tempo Perdido de Marcel Proust – “A sensibilidade da escrita.”
Ø  Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo de  Rick Riordan - “Uma forma contemporânea de ver os deuses da Antiguidade.”
Ø  O vendedor de passados de Agualusa – “A felicidade é quase sempre uma infelicidade.”
Ø  Eleanor & Park de Rainbow Rowell – “Mais uma história de amor, mas diferente!”
Ø  Raparigas Mortas de Selva Almada – “Apesar das mulheres terem lutado muito, muita coisa ainda acontece.”
Ø  Os filhos da droga de Christiane F. – “Não é uma mensagem lamecha, partilha os erros que cometeu.”
Ø  A cor que caiu do espaço, de H. P. Lovecraft – “uma forma particular de descrever o terror.”
Ø  Serotonina de Michel Houellebecq – “Um livro sobre um homem que acha que tudo está mal.”
Ø  A Confissão da Leoa de Mia Couto – “Um caçador e uma leoa – uma visão sobre a mulher e os seus direitos.”

E ainda: Hercule Poirot e o Crime de Greenshor de Agatha Christie; Tudo, Tudo... e Nós de Nicola Yoon; A Bailarina de Auschwitz de Edith Eger; O Japão é um Lugar Estranho de Peter Carey; A Minha Vida Fora de Série de Paula Pimenta; A melodia  do adeus de Nicholas Spark; O jogo de Ripper de Isabel Allende; Os meninos que enganavam os nazis de Joseph Joffo; Os Homens Que Odeiam as Mulheres de Stieg Larsson.













domingo, 5 de abril de 2020

Leituras Partilhadas

Nestes dias de confinamento, algumas sugestões de leitura dos alunos do nosso Agrupamento.

Eu adorei  ler  A Avozinha Gangster . Achei uma história muito emocionante e anormal. Afinal nunca tinha visto a história de uma avó ladra que planeava roubos com o seu próprio neto.
Recomendo a leitura deste livro.
Beatriz Rodrigues, 6ºB


SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Vencedor na categoria 2.º ciclo da iniciativa da Visão Júnior, "Miúdos a Votos" 2019.

O nosso herói, Ben, adormece só de pensar que tem de ficar em casa da avó. Que seca! É a avozinha mais aborrecida de sempre: só pensa em jogar jogos de tabuleiro e comer sopa de couve. Mas há dois segredos que Ben desconhece:
• A sua avozinha é uma famosa ladra de joias.
• E toda a vida sonhou roubar as Joias da Coroa inglesa, e agora precisa da ajuda de Ben…

Uma história sobre preconceitos e aceitação, cheia de piadas engraçadas e palavras tolas, ao estilo bem-humorado do comediante David Walliams, com mais de 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.


O ódio que semeias é um livro com uma ideia excelente. Sinceramente achei este livro um dos melhores que já li. É um romance fantástico que nos faz refletir e observar a realidade que, muitas vezes, passa completamente despercebida. Uma realidade onde há  a injustiça, o racismo. Ocorre todos os dias  e algumas pessoas  ainda continuam a fechar os olhos ou melhor usam o véu da ignorância...
" Mas acho que vai mudar um dia. Como? Não sei. Quando? não sei mesmo. Porquê? Porque sempre vai existir alguém para lutar."
Esta história é importante, é necessária, comovente. É uma história que nos conquista e nos motiva mesmo sem meios ou sem saber como lutar, haverá sempre alguém que nos vai apoiar.
Além de ser um livro sobre a diferença racial, também aponta para a importância da família, da amizade, da lealdade.
Recomendo!

Carminda 11.º1

SINOPSE

Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundos: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos.
O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo.
A partir daí, pairam sobre Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros.
Um poderoso romance juvenil, inspirado pelo movimento Black Lives Matter e pela luta contra a discriminação e a violência.

In wook.pt

Mais uma proposta de leitura para o 5º, 6º e 7º ano: 
Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa de Judith Kerr. É mais um romance sobre a 2ªGuerra Mundial em que a narradora é uma criança, Anna, que vê a sua vida alterada sem saber porquê. Terá que fugir para a Suíça, França e finalmente para Inglaterra. Nesta obra, acompanhamos as mudanças que impõe o regime nazi pelos olhos de uma criança.

Uma obra cheia de ternura!

SINOPSE
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.

Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa é uma das obras mais lidas por jovens de todo o mundo. Considerada um clássico da literatura juvenil, e inspirada na vida da própria autora, fala-nos da Segunda Guerra Mundial numa nova perspetiva e até com algum humor.

Vive-se o ano de 1933. Anna tem apenas nove anos e anda demasiado ocupada com a escola e com os amigos para reparar nos cartazes políticos espalhados pela cidade de Berlim com a suástica nazi e a fotografia de Adolf Hitler, o homem que muito em breve mudaria a face da Europa. Ser judeu, pensa ela, é apenas algo que somos porque os nossos pais e avós são judeus.

Mas um dia o pai dela desaparece inexplicavelmente. E, pouco tempo depois, ela e o irmão, Max, são levados pela mãe com todo o sigilo para fora da Alemanha, deixando para trás a sua casa, os amigos e os amados brinquedos. Reunida na Suíça, a família de Anna embarca numa aventura que vai durar anos.




quarta-feira, 1 de abril de 2020

Escola Virtual


Apresento agora alguns tutoriais para trabalhar com a Escola Virtual nestes tempos difíceis de confinamento.
A utilização da Escola Virtual é completamente gratuita para alunos e professores neste período.
O professor pode criar a sua turma, pedir aos alunos para criarem a sua conta na Escola Virtual e ativar o código do seu professor. Depois disso, o professor pode enviar exercícios para os seus alunos realizarem durante este período em que estarão sem aulas presenciais.
Eis os link de alguns tutoriais:

Como criar um perfil





Consulte também o link onde pode encontrar estes tutoriais e outros:

https://www.escolavirtual.pt/Pagina-Especial/formacaoev.htm

Outros tutoriais:

  • Como se associar a uma turma
  • Criação de tarefas e avaliação
  • Associar novos alunos a uma tarefa criada
  • Partilha de materiais com alunos

terça-feira, 31 de março de 2020

Direção-Geral da Educação - Apoio às Escolas 2019-2020


Num momento em que as escolas portuguesas se encontram com as atividades presenciais suspensas, a Direção-Geral da Educação (DGE), em colaboração com a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP), construiu o sítio Apoio às escolas, com um conjunto de recursos para apoiar as escolas na utilização de metodologias de ensino a distância que lhes permitam dar continuidade aos processos de ensino e aprendizagem.

Este apoio tem como objetivos permitir a todas as crianças e jovens :
- manter contacto regular com os professores e colegas;
- consolidar as aprendizagens já adquiridas;
- desenvolver novas aprendizagens.

Na sua página de Facebook, podemos encontrar várias sugestões.










Projeto Adamastor - Biblioteca digital


O Projeto Adamastor é uma Biblioteca digital de obras literárias em domínio público, disponibilizadas de forma gratuita em formato EPUB e MOBI, sem qualquer tipo de restrição.

Texto de apresentação:

"O mercado do livro digital, que nos últimos anos tem vindo a crescer significativamente no estrangeiro, começa agora a desenvolver-se no nosso país, beneficiando da descida de preço dos eReaders e da proliferação dos smartphones e tablets. No entanto, estratégias editoriais à parte, tal desenvolvimento está limitado pela insuficiente oferta de títulos em português, num formato apropriado para leitura nesses dispositivos electrónicos.

Neste sentido, o Projecto Adamastor tem como principal objectivo atenuar essa escassez através da criação de uma biblioteca digital de obras literárias em domínio público, obras essas que serão disponibilizadas de forma gratuita e em formato EPUB, sem qualquer tipo de restrição.
[...] "

Site Projeto Adamastor


domingo, 29 de março de 2020

Notícias da Semana da Leitura e das línguas 2020 já em tempo de crise

Leitura com Sotaque

Realizou de 9 a 13 de março, nas escolas do Agrupamento, a Semana da Leitura, uma Semana um pouco conturbada, porque já se sentia que algo de grave ia acontecer.
Les phrases en puzzle
Na sexta-feira anterior, fora pedido às escolas para limitarem os contactos com agentes exteriores e, assim, anularam-se atividades nas escolas do 1.º ciclo, ciclo em que a Semana da Leitura é muito participada pelos pais e  em que várias entidades são convidadas a partilhar leituras.
Concurso de Leitura 2ºciclo

Apesar dos constrangimentos, a Semana da Leitura correu bem, correu mesmo muito bem. Celebrou-se a leitura, o prazer de ler e o conhecimento das línguas com diversas atividades que envolveram os alunos do 1.º ciclo ao secundário. As atividades foram propostas pelos docentes, pela biblioteca escolar e também pelos alunos.
Spelling 2º ciclo

Nos concursos Leitura Expressiva, Ortografia, Spelling, Kahoot do 6.º e 8.º ano, Les phrases en puzzle, os alunos “competiram” para serem o melhor leitor, mostrarem os conhecimentos da língua portuguesa, francesa e inglesa. Participaram com entusiasmo nestas atividades e foi muito interessante ver alunos a não desistirem dos desafios propostos.
Pessoa(s) em Sophia

Partilharam-se técnicas de leitura (Ateliê de Leitura em Voz Alta), livros (Rifa o teu livro e leva o do teu amigo), leituras (Chá com livros), poesias (Pessoas em Sophia, Sophia hoje, Leitura com Sotaque), jogos e desafios (Jouons en Français, Escape Room). Os alunos do 11º 6-2 partilharam trabalhos realizados na disciplina de Desenho e os alunos do 5.º e 6.º ano  trabalhos sobre as obras estudadas; os alunos do 8.º ano criaram cartazes para a Semana da Leitura e o 8.º3ª lançou, no site do Agrupamento e no blogue das BE, a revista digital que desenvolveu nas disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento, Matemática e TIC;  todos estes trabalhos foram realizados  no âmbito do projeto “Celebrar Sophia”
Foram momentos de interação, em que alunos mais velhos dinamizaram atividades para os mais novos; alunas do secundário criaram desafios para os seus colegas; alunos trocaram opiniões sobre leituras, filmes, notícias.


Encontro Com Isabel Nery
No encontro com Isabel Nery, autora da biografia de Sophia de Mello Breyner Andresen, falou-se de Sophia, mas falou-se também de ética no jornalismo, de Fake News e a jornalista, muito atenta às perguntas e à curiosidade dos alunos, pedagogicamente, apelou várias vezes ao sentido crítico dos alunos e sublinhou que uma opinião não é notícia. Que devemos sempre confirmar as fontes.

Mais uma vez se celebrou Sophia, mais uma vez se celebrou a Semana da Leitura e das Línguas.

Escape Room

Chá com livros

Chá com livros
Pessoa(s) em Sophia

segunda-feira, 23 de março de 2020

Cultura no sofá

Veja alguma propostas da RBE para estes dias de isolamento social que não são de isolamento cultural - poesia, teatro, música, cinema ...


domingo, 22 de março de 2020

Lisboa Ainda

Convido-vos a ler este maravilhoso poema de Manuel Alegre dedicado a Lisboa nestes tempos difíceis de pandemia COVID-19. Convido-vos a  ler ainda outros poemas sobre Lisboa dos nossos poetas, mais uma vez Sophia, e a apreciar  quadros Carlos Botelho e de Maluda.


Lisboa Ainda

Lisboa não tem beijos nem abraços
não tem risos nem esplanadas
não tem passos
nem raparigas e rapazes de mãos dadas
tem praças cheias de ninguém
ainda tem sol mas não tem
nem gaivota de Amália nem canoa
sem restaurantes, sem bares, nem cinemas
ainda é fado ainda é poemas
fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa
cidade aberta
ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste
e em cada rua deserta
ainda resiste

20 de março de 2020

Carlos Botelho

Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes…”
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus e degraus até ao rio. Eu sei. E tu, sabias?

Eugénio de Andrade, iAté Amanhã, 1956

Maluda



“Lisboa”

Quando atravesso – vinda do sul – o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do seu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão noturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas –
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
– Digo para ver

Sophia de Mello Breyner Andresen (1977), in Obra Poética, 2011

Carlos Botelho


Lisboa à beira-mar, cheia de vistas,
Ó Lisboa das meigas Procissões!
Ó Lisboa de Irmãs e de fadistas!
Ó Lisboa dos líricos pregões…
Lisboa com o Tejo das Conquistas,
Mais os ossos prováveis de Camões!
Ó Lisboa de mármore, Lisboa!
Quem nunca te viu, não viu coisa boa…

Ai canta, canta ao luar, minha guitarra,
A Lisboa dos Poetas Cavaleiros!
Galeras doidas por soltar a amarra,
Cidades de morenos marinheiros,
Com navios entrando e saindo a barra
De proa para países estrangeiros!
Uns pra França, acenando Adeus! Adeus!
Outros pras Índias, outros… sabe-o Deus!

Ó Lisboa das ruas misteriosas!
Da Triste Feia, de João de Deus,
Beco da Índia, Rua das Fermosas,
Beco do Fala-Só (os versos meus…)
E outra rua que eu sei de duas Rosas,
Beco do Imaginário, dos Judeus,
Travessa (julgo eu) das Isabéis,
E outras mais que eu ignoro e vós sabeis.
(…)

António Nobre, in Despedidas: 1895-1899, 1902


Maluda